Síntese antropológica da educação (pedagogia transpessoal) um apanágio dos gurus da educação, excertos contextualizados na nossa contemporaneidade, e inferidos devidamente pelas aplicações pertinentes das sínteses atemporais dos estudiosos da educação.
1- Olhar do educador sobre o aluno pressupõe entender primeiramente sua natureza dual, segundo um dos pais da sociologia infantil e um dos fundadores da sociologia moderna Émile Durkheim, o individuo bruto traz consigo um segundo em pleno desenvolvimento, buscando a interdependência assimilando e se adaptando. Uma concepção funcionalista buscando o aprimoramento do modelo social, todavia há um embate intrínseco nesta condição existencial entre o primitivo e o desenvolvido.
Tuc - A demonstração objetiva para o discente em que esta dualidade há de segui-lo por toda a vida poderá ajudar sobremaneira suas concepções acerca de si mesmo e encurtar processos de auto-sabotagem, maturidade psicossocial e desenvolvimento.
2- O crescimento físico-emocional-intelectual pragmatizado por John Dewey conceituando o aluno como centro e como o todo, aplicando atividades lúdico-psicomotoras compatíveis visando o auto-estímulo, democratizando a pedagogia pelo consenso.
Tuc – Leitura customizada do individuo e aplicá-lo conforme suas potencialidades e limitações (expertise e sensibilidade)
3- A primazia daqueles que possuem senso crítico não é atributo de mentes evoluídas, às vezes não temos acesso a oportunidades de conhecer manifestações artisticas-culturais expressivas, em outras pode suceder o clássico caso de DNA social de toda uma nação ao refutar o belo (possibilidades remotas).
O emburrecimento da nação decorre do processo alienatório imperialista massificante. Segundo Chomsky, perda da capacidade seletiva da sociedade decorrente de anos de inutilização (inércia sináptica).
Tuc – O establishment corrompeu parte da capacidade seletiva comprometendo o senso crítico da maioria dos professores, esta situação tende a estacionar-se no caos (Tuc não pode ajudar. Chomsky tava certo).
4- Encontrar o ponto de equilíbrio entre uma pedagogia voltada apenas para o ensino e sua correlação com aspectos cognitivos, e não uma pedagogia voltada apenas para a arte de viver, Hannah Arendt teorizou sobre este equilíbrio e questionou a escola nova. A escola deve ser um facilitador de oportunidades de conhecimento, se auto-aperfeiçoando para gerar nos indivíduos o despertar para o autodesenvolvimento. Um ente mítico que substitua a família e o mundo será um equívoco ideológico-institucional, a escola deve se situar entre os dois.
Tuc – O posicionamento correto da visão e missão da escola deve ser estabelecido por líderes proficientes e profundos conhecedores da psicologia escolar, da gestão proativa, dos processos de comunicação enriquecedores de interrelação e pedagogia. A supressão dos conceitos sistêmicos e seu devido desgerenciamento acarretará a descaracterização da cultura da entidade e a cultura multifacetada dos envolvidos que atuam no ambiente prevalecerá sobre os valores estabelecidos. Sendo a escola refém de ideias aplicadas sem consenso e legitimidade, extensivo a qualquer entidade (empresa, igreja, ONG, zona, estado, município, etc.)
5- Empreender crescimento nas relações sociais no incremento das habilidades interpessoais dos alunos no dia a dia. Criar oportunidades para o aprendizado da comunicação enriquecida pelo professor, demonstrando quão pode ser mais benéfico e prazeroso o intercambio suprimido do eu supervalorizado, e pela equidade das inteligências discrepantes em comunicação, desfocalizando a competição de egos. Interagir em contato com o grupo buscando o sócio-construtivismo no crescimento intelectual das interrelações, através de trabalhos, contatos, gincanas e criações lúdicas. Muito bem demonstrada por Vygotsky.
Tuc – A ação de participar não incorrendo ao erro de competir deve ser cotejada pela educação moderna, extrair o melhor das pessoas ao interagir na aprendizagem e fazer disto um processo de crescimento contínuo (além da escola).
6- Aprender com o aluno. O aluno é co-autor deste processo onde aprender a aprender é uma alternativa para se evitar o fracasso escolar, a dinâmica do ensino deve atuar de acordo com as mudanças, consoante as ideias de Ovide Decróly, método ativo centrado na possibilidade do aluno conduzir a escola, sem macular as ideologias pedagógicas.
Tuc – A idéia de caráter global que a vida nos ensina sobre potencialidades intelectuais; uma descoberta leva a outra redescoberta, elevando o conhecimento da humanidade, toda a massa de informação elevando progressivamente o saber, as soluções e uma nova visão mais ampliada. Certo de que a criatividade é um processo onde só vigora com liberdade, caos, ordenamento e lógica. Bastando não matar o espírito de observação do aluno.
7- Transacionar escolas que possuem pontos divergentes em algum estágio de seus escopos é muito perspicaz e demonstra know how. Baseado no conceito do principio funcional de Édouard Clapared onde funde o cognitivismo e fundamentos da escola nova, ao transformar a criança no centro do processo, apropria-se as ideias de estimular a aprendizagem e enfatizar de forma entusiástica a necessidade da educação. Toda evolução advem de conceitos científicos, mas a escola deve influenciar e ser um agente difusor do conhecimento.
Tuc – Toda a abordagem psicocognitiva bem fundamentada e aplicada na observância de anomalias comportamentais levará o professor-líder a soluções epistemológicas customizadas, concernentes a supressão dos clichês repetitivos no uso da coerção e disciplina.
8- O escopo principal de educação é proporcionar à criança o desenvolvimento dinâmico e eclético, contemplando fases sensório-motor e operatório-abstrato preconizado por Jean Piaget. O desequilíbrio do conhecimento gera ansiedade e frustração até nos alunos desconexos, onde muitas vezes o déficit não é de aprendizagem e sim de ensino, quando o professor é proativo ele retoma o equilíbrio nunca ignorando o aluno atrasado e gerando expectativa de êxito a todos. A individualidade de cada aluno, suas deficiências ou potencialidades devem ser oriundas de leitura proficiente do mestre para o aprendiz no uso hábil das leituras pertinentes ao aproveitamento de cada capacidade ou dificuldade. A liderança perde legitimidade quando o professor possui escolhidos e faz uso do exercício de tirania diária para escape de suas frustrações pessoais e seu déficit de inteligência emocional.
Tuc – O livre arbítrio de aprender ante ao fracasso do ensino é uma realidade que se agiganta, demonstrando que muitas vezes o aluno cumpre rotina social imposta pelos ditames dos pais, da sociedade e pelas condições inerentes à sobrevivência humana, com um mínimo exigível pelas corporações no que tange especialidade e salário. Motivação não se adquire é intrínseco, leia-se Mintzberg, Herzberg e McGregor, cabe aos educadores serem lideres que arrebatam seguidores (Drucker) e criam condições profícuas de aprendizagem ao estimular mudanças (ser um vendedor de ideias Tuc). O conhecimento é desafiador e fascinante criando desequilíbrio e equilíbrio ao adquiri-lo, gerando a construção do conhecimento através da descoberta. Ao entender este processo o professor conscientiza-se da grandeza de sua tarefa diante do quão importante ele pode ser no mundo. Criando a Master idéia para levanter-se da cama todos os dias e levar a difícil tarefa de vender uma idéia para seu maior cliente: “o aluno”, apenas uma palavra pode expressar esta condição de expertise e proficiência: paixão.
Diametralmente oposto às ideias concebidas por nossos professores e seus escolhidos, o maior motivo de sua carreira é o mau aluno, agradeça a ele todos os dias, pois são eles as vitimas do fracasso escolar, na sua grande maioria.